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História

 

Geral

Os sambaquis encontrados na Ilha do Mel (Pontinha, Mangue do Canudo e Rio Grande) são datados de 1500 a.C.;

 Pelo Tratado de Tordesilhas, toda essa região pertencia à Portugal;

 Em 1975, foi aberto o Canal da Galheta, para passagem de navios com destino ao Porto de Paranaguá. Até então, os navios utilizavam os canais sueste e norte;

 Em 15 de abril de 1982, a Ilha do Mel, por aforamento, foi transferida da União para o Estado do Paraná. A Fortaleza, o Farol e a Rádio Farol permaneceram sob o domínio da União;

 Em 1985, chega a água tratada;

 Em 21 de setembro de 1988, foi criada a Estação Ecológica da Ilha do Mel;

 Também em 1988, chega a energia elétrica, através de gerador à diesel, que funcionava até às 02:00 a.m., retornando no dia seguinte;

 Em 1998, através de cabos submarinos, a luz elétrica chega do continente, vinte e quatro horas por dia, seguindo também, para a Ilha das Peças e para a Ilha de Superagüi.

 

A Fortaleza Nossa Senhora dos Prazeres

 

 Único monumento militar do século XVIII existente no Paraná, instalado nos contrafortes do Morro da Baleia, erguido com paredes de um metro e meio de espessura, a Fortaleza foi concluída em 23 de abril de 1769, com a participação do povo da Vila de Paranaguá.

 A Fortaleza é equipada com Casa da Guarda, Prisões e Paiol do Pólvora, além da recepção (funcionamento irregular).  

 

 Sua construção, durante o reinado de D. José I de Portugal, deve-se à guerra entre Portugal e Espanha, desencadeada na América do Sul – tentativa por parte dos espanhóis em reconquistar as terras de acordo com o Tratado de Tordesilhas (para os espanhóis, o limite meridional era a cidade de Iguape-SP, e não Laguna-SC).

 Outro objetivo, era defender a Baía de Paranaguá dos ataques dos piratas espanhóis.

 

 Em junho de 1850, os canhões são disparados pela primeira vez contra o vapor de guerra inglês “Cormorant”, que perseguia os brigues “Astro”, “Dona Ana” e “Sereia”, mais a galera “Campeadora”, que traficavam escravos.

 Nessa época, o transporte de escravos era proibido.

 

 Em janeiro de 1894, os canhões são disparados pela segunda vez, durante a Revolução Federalista, contra os vapores “Esperança”, “Palas” e “Urano” e o cruzador “Esperança”.

 As naves, porém, passaram sem grandes dificuldades e ocuparam Paranaguá durante quatro meses.

 

 Em 1945, a Ilha do Mel foi considerada “Zona de Guerra”.

 No Forte, havia um destacamento de duzentos homens.

 O acesso à civis foi proibido e todas as propriedades foram confiscadas.

 No alto do Morro da Baleia, junto à Fortaleza, estão canhões e trincheiras de pedras.

 É o chamado “Labirinto dos Canhões”.

 Há também, um mirante, com uma incrível vista panorâmica.

   

Os Canhões

 

 Modelo: Blomefield

Período: 1792 - 1830

Procedência: Inglaterra

Material: ferro fundido

Uso: naval

Comprimento 248 cm

Calibre: 117 mm

 

 Modelo: Blomefield

Período: 1792-1830

Procedência: Inglaterra

Material: ferro fundido

Uso: terrestre

Comprimento 296 cm

Calibre: 135 mm

 Modelo concebido por Thomas Blomefield e utilizado pela Marinha inglesa à partir de 1782 à 1792. Esta boca de fogo marcou um avanço da metalurgia aplicada a fundição de ferro, quando esta atividade perdeu o caráter de arte e adquiriu um conteúdo técnico baseado não mais no conhecimento empírico, mas em processo de observação e experimentação. Existem na praça da Fortaleza - outrora de guerra - quatro outras unidades Blomefield, que podem ser reconhecidas pelo anel de vergueiro sobre o cascavel (culatra).

 

Modelo: Armstrong

Período: 1727-1792

Procedência: Inglaterra

Material: ferro fundido

Uso: fortificações

Comprimento: 296cm

Calibre: 127 mm

 Esta boca de fogo deve seu nome ao Coronel John Armstrong que a projetou à partir de 1722, sendo o modelo mais antigo existente no pátio da Fortaleza. Este modelo, marcado com o sinete dos Reis George (II ou III) representa o tipo mais comum do Brasil, tendo vindo após a sua Independência. Originalmente, foram utilizados em fortificaçOes e conveses superiores de naus de guerra, que chegavam a ser equipadas com 120 canhões. Existem 6 unidades Armstrong na Fortaleza: duas no pátio e 4 "netos" que podem ser admirados no alto do Morro da Baleia.

A Carreta:

Esta peça constitui-se em uma réplica da carreta ou reparo de praça a La Onofre, em homenagem ao seu idealizador, o construtor de reparos Manoel José Onofre. O modelo foi introduzido em 1822, passando a ser largamente utilizado em razão de menor dificuldade de construção e do seu baixo custo em relação aos demais modelos. A Réplica foi obtida à partir do acervo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, com projeto adaptado por Felipe Diapp, La Pastina Filho e Willians Mendonça. Peça construída em 1995 por Pedro Belena (União da Vitória-PR), com madeira (imbuia) gentilmente cedida por Darci Bortolanza.

 

Modelo: Krupp

Período: 1872 - 1874

Procedência: Alemanha

Material: aço

Uso: terrestre

Comprimento: 193 cm

Calibre: 80 mm

 Os canhões Krupp foram introduzidos no Brasil em 1872, quando 12 unidades foram importadas para equipar um regimento de artilharia. Substituíram os canhões La Hitte, largamente utilizados no confronto com o Paraguai. Tratando-se de peças móveis de artilharia de campanha, fizeram grande sucesso no Brasil, sendo empregados em larga escala. Esta peça foi provavelmente trazida para o Forte no início do século XX, para complementar o armamento da fortificação.

 

   Este modelo Armstrong, foi introduzido na Marinha brasileira após 1883, após a obsolência dos canhões Witmorth. Tratando-se de peças de artilharia de retrocarga, do modelo utilizado no cruzádor Benjamim Constant, acredita-se que tenham sido retirados por volta de 1905, passando à equipar esta fortificação. Estes canhões, virtualmente sem modificações, permaneceram em uso até a metade do século XX.

   

O Episódio Cormorant

 

 Inscrição na placa comemorativa do 1º centenário do combate:

 "À 1º  de julho de 1850 nesta Fortaleza da Barra de Paranaguá, bravos filhos da cidade auxiliados por aderentes dedicados salvaguardaram a honra do Brasil resistindo à passagem do Crusador Cormoran com as três presas feitas no porto.

Comemoração do 1º centenário do combate

Ilha do Mel, 1º de julho de 1950."

    

O Farol das Conchas:

 

Mandado construir em 1870, pelo Ministro da Marinha, o Barão de Cotegipe, durante o reinado do imperador D. Pedro II, o Farol com sua estrutura tronco-cônica em ferro fundido, com uma altura de 18 metros, vindo de Glasgow – Escócia, orienta os navegantes através do seu piscar, desde 1º de abril de 1872.

 Na época de sua construção, as peças foram desembarcadas em um trapiche, junto ao morro, especialmente construído para este fim.

Sua lâmpada é relativamente pequena.

O que resulta no longo alcance do Farol (cerca de 20 milhas), são as suas lentes, que ampliam a luz em milhares de vezes.

Um conjunto de cinco lâmpadas sobressalentes são usadas automaticamente cada vez que a lâmpada em uso, se queima.

 

Seu funcionamento se dá através de energia solar.

O Farol pode funcionar de duas maneiras: piscando (com intervalos regulares), ou girando (a lâmpada fica permanentemente acesa e a lente em torno dela, gira).

A escada é circular.

Na varanda, no alto, em torno do Farol, se obtém uma das mais belas vistas dos paredões íngremes da Serra do Mar.

 Porém, a visitação interna é proibida pela Marinha do Brasil.

  

 

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