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ILHA DO MEL PRESERVE
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PREVISÃO DO TEMPO
PARA A ILHA DO MEL:
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ONDAS NAS PRAIAS
DA ILHA:
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A
ILHA DO MEL
Meio
Ambiente
Uma
das mais belas riquezas naturais:
Na
Ilha do Mel, belo refúgio para alguns dias de descanso, a natureza é o maior
espetáculo, fornecendo praias maravilhosas e passeios repletos de aventuras,
proporcionando momentos de verdadeira magia aos visitantes.
Patrimônio
Artístico e Histórico do Paraná, Estação Ecológica, Reserva da Biosfera e
Patrimônio da Humanidade, a Ilha tem mais de 90% de sua área total como área
de preservação ambiental, o que garante o ar primitivo e natural do local.
São
2.585 hectares de área composta por sistemas de restinga e Floresta Atlântica
protegidas e destinadas exclusivamente à preservação integral da flora e da
fauna, de um total de 2.762 hectares (35 km de perímetro).
Sua
Estação Ecológica com 2.240 hectares, tem o objetivo de preservar o
meio-ambiente e é vedada a entrada de pessoas não autorizadas.
Na
Reserva Natural, com 345 hectares, é admitida a existência de trilhas, desde
que não afetem a paisagem.
Já,
a Zona de Ocupação tem 120 hectares.
Dicas
Cuidados
básicos na Ilha do Mel:
·
A manutenção e proteção da Ilha do Mel dependem diretamente dos
visitantes e do uso dos recursos naturais, paisagísticos, históricos e
culturais;
·
Da Ilha do Mel só se tiram fotografias, só se deixam pegadas e só se
mata tempo;
·
Acampe somente em áreas permitidas (campings);
·
Não abandone coisas que o ciclo natural encontra dificuldades em
absorver como latas, plásticos ou vidros;
·
Não deixe lixo pelo caminho. Traga sempre sacos de lixo, levando-os, de
preferência, de volta ao continente;
·
Se possível, colete o lixo encontrado. Embora não seja você quem jogou
o lixo ali, contribuirá com a limpeza do local, dando um bom exemplo;
·
É proibido fazer fogueiras na Ilha do Mel. O tipo de vegetação
favorece a rápida propagação do fogo;
·
Não piche, nem risque pedras, árvores e monumentos;
·
Plantas, flores e animais convivem harmoniosamente conosco. Evite a
coleta e danos. Não moleste a fauna e a flora;
·
Se alguém oferecer animais silvestres, orquídeas, palmito ou xaxim, não
compre!!!
·
Não traga animais de estimação para a Ilha, principalmente cachorros.
Eles costumam perseguir os animais nativos e contribuem para contaminar a areia,
principalmente com o indesejável “bicho geográfico”. A Portaria n.º
262/98, do Instituto Ambiental do Paraná, proíbe a entrada de animais domésticos
na Ilha do Mel;
·
Pense que um recanto como este, merece nosso carinho como a melhor forma
de demonstrarmos nosso amor e respeito pela natureza. Agindo assim, a Ilha do
Mel estará a nossa disposição sempre que quisermos, limpa e preservada, com
tudo aquilo que procuramos para o nosso lazer.
Ao
sair para um passeio...
·
Use: roupas largas, resistentes e confortáveis; boné ou viseira, óculos
de sol e um bom protetor solar para proteger o rosto da radiação solar;
·
Leve: apenas o essencial, incluindo água e sacos de lixo;
·
Se-pa-re:
garrafas, latas, embalagens;
·
Traga de
volta: todo o lixo que produzir;
·
Consuma: alimentos leves e energéticos; evite o consumo de bebidas alcoólicas;
·
Não se exceda nos exercícios físicos: O importante é ter um bom
divertimento;
·
Respeite as plantas: não leve mudas para casa;
·
Não abra trilhas, nem clareiras: elas podem acelerar a erosão e a
degradação ambiental. Deixe o local como você o encontrou – limpo e
intacto;
·
Tome cuidado: com fósforos, fogueiras, velas e cigarros acesos;
·
Nas passagens sobre pedras, evite superfícies úmidas, onde escorrega-se
facilmente.
O
Lixo na Ilha do Mel
O
que é lixo?
Nós
costumamos chamar de lixo, tudo aquilo que é resto, que é considerado inútil,
indesejável ou descartável e pode ser jogado fora. Por exemplo, embalagens
vazias, garrafas usadas, restos de comida, papel usado, pontas de cigarro, e
tudo mais que você conseguir imaginar.
O
lixo pode ser classificado como lixo orgânico (restos animais e vegetais) e não
orgânico (lixo reciclável).
Os
materiais mais comuns encontrados no lixo das casas e no comércio são:
·
Lixo seco - reciclável - não orgânico:
-
Vidros: garrafas, copos, lâmpadas, vidros de conserva, vidros quebrados
(cacos);
-
Papéis: jornais, revistas, caixas, cadernos, embalagens de papelão;
-
Metais: tubos de creme dental, tampas de garrafas, pregos, papel alumínio,
latas de cerveja e refrigerante em alumínio, latas de bebida em metal ferroso,
latas de conserva, de óleo, de leite em pó;
-
Plásticos: sacos, embalagens, potes, recipientes de água, embalagens pet;
-
Sobras: tecido, sarrafos, isopor, borrachas, couro.
·
Lixo orgânico: Deve ser enterrado. Os restos de cozinha podem ser
utilizados como adubo.
-
Restos de Cozinha: cascas de frutas, verduras, legumes, ovos, erva-mate, restos
de comida, alimentos em geral;
-
Papel: higiênico, guardanapos, lenços de papel, absorventes, fraldas descartáveis;
-
Outros: tocos de cigarros e cinzas, pó de limpeza caseira, esponja de aço.
·
Lixo tóxico: Deve ser acondicionado em sacos separados.
Remédios,
tintas, solventes, pilhas, venenos, baterias e outros resíduos perigosos.
O
lixo reciclável da Ilha do Mel:
·
49% vidro
·
23% metal
·
11% plástico
·
10% papel
·
7% outros (utensílios domésticos, velhos ou enferrujados, borracha,
tecido, madeira, etc.).
O
que acontece com o lixo?
Qualquer
lixo que você produz, leva um certo tempo para ser consumido pela natureza.
Cada
pessoa é responsável por recolher o seu próprio lixo (e de sua casa), em
locais adequados como cestos, lixeiras e sacos plásticos.
O
serviço público de limpeza é responsável pela coleta e transporte do lixo até
um local onde ele não cause danos à saúde pública e ao meio-ambiente.
O
que acontece com o lixo na Ilha?
Na
temporada de verão, chegam à Ilha, uma média de duas à cinco mil pessoas por
dia, que durante a sua estada costumam fazer piqueniques, deixando espalhados
garrafas, vidros, plásticos, latas, embalagens, comida, papéis, etc., fazendo
o lixo ficar acumulado por todos os lados.
Se
considerarmos que cada pessoa produz 500 gramas de resíduos por dia, em um mês
são gerados 30.000 kg de dejetos, fator mais que preocupante para um paraíso
ecológico como a Ilha do Mel.
Na
Ilha do Mel não existem áreas adequadas e nem em condições para dar um
destino adequado aos dejetos, porque o lençol freático (águas subterrâneas)
é muito próximo da superfície e o risco de contaminação é muito grande.
Além
disso, a maior parte da Ilha é Estação Ecológica e Área de Preservação
Ambiental, impossibilitando a implantação de aterro sanitário.
Portanto,
todo o lixo produzido e acumulado na Ilha do Mel, se não puder ser
reaproveitado ou reciclado, deve ser levado de barco até o continente, para que
possa seguir para os aterros da Prefeitura de Paranaguá.
Por
não haverem ruas e serem proibidos os veículos automotores, a coleta de lixo
é feita com carrinhos puxados manualmente.
Portanto,
o trabalho de coleta de lixo é lento e difícil.
Além
disto, as distâncias percorridas são longas, considerando que muitos campings
e residências, se encontram em áreas de difícil acesso.
Para
facilitar o trabalho do pessoal da Coleta Seletiva, é preciso que todos
colaborem, enterrando o lixo orgânico (ou fazendo compostagem), e separando o
reciclável, evitando enterrar o lixo misturado, jogar tudo no meio do mato ou
simplesmente jogar tudo em volta de onde se está.
Enterrar
o lixo orgânico é uma boa prática pois, além de adubar a terra dos quintais,
evita a exposição do lixo, a criação do mau cheiro e a proliferação de
aranhas, moscas, mosquitos, baratas e roedores, que encontram no lixo exposto, o
ambiente ideal para seu desenvolvimento.
O
problema do lixo na Ilha do Mel:
O
lixo sempre representou um problema ambiental na Ilha do Mel.
O
lixo deixado durante anos pelos turistas e moradores, devido à falta de
infra-estrutura adequada, foi se acumulando de tal forma que acabou por
tornar-se um sério problema, cujas conseqüências estavam, pouco a pouco,
comprometendo o meio-ambiente, a paisagem e, principalmente, a saúde da população
local.
Até
aproximadamente 1980, todo o lixo da Ilha era enterrado, não havendo coleta
seletiva do mesmo.
Em
locais mais habitados, não havia mais espaço para ser enterrado, levando os
moradores a jogar e enterrar o lixo em outros locais mais isolados.
Porém,
com o passar do tempo, estes depósitos foram sendo desenterrados pela ação da
erosão do mar e era possível observar em alguns locais, a presença de latas,
garrafas e plásticos “aflorando” e espalhando-se ao longo das praias,
causando impacto visual e ambiental.
Por
volta de 82/83, começam a haver iniciativas no sentido de realizar a separação
do lixo.
Alguns
programas para coleta seletiva e aproveitamento do lixo reciclável foram
iniciados pelo Estado, porém faltava infra-estrutura para viabilizar a coleta e
transporte do lixo, principalmente na época de verão, quando existe um grande
acúmulo.
Em
1990, foi estabelecido um convênio entre a Associação dos Nativos (Praia
Grande à Ponta Oeste) e a Prefeitura de Paranaguá, para melhorar o sistema de
coleta de lixo, onde os funcionários recolhiam o lixo reciclável, que era
separado e armazenado num depósito localizado em Nova Brasília.
De
lá, o lixo era levado uma vez por mês, de barco, para Paranaguá, onde era
vendido.
O
dinheiro arrecadado era utilizado para ajudar a pagar os coletores e o barco que
transportava o lixo.
Em
1998, são inaugurados novos barracões de separação para o lixo reciclável.
Além
disso, a Ilha já conta com um barco específico para o trabalho do transporte
do lixo.
Espera-se
que com a ajuda da população e dos visitantes, seja possível assegurar uma
destinação correta ao lixo, preservando a saúde pública e o ambiente da Ilha
do Mel.
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